Alta Floresta (MT), 15 de agosto de 2018 - 19:03

Mundo

10/08/2018 08:53 El País

Crianças eram treinadas para cometer assassintos em acampamento no deserto do Novo Méxicova

Era uma espécie de acampamento, apenas uma palhoça rodeada de pneus no meio do planalto desértico, perto de um minúsculo povoado chamado Amalia, no norte do Novo México (sul dos EUA). O local não tinha água e estava cheio de lixo. Lá, na sexta-feira passada, 3, a polícia encontrou dois homens, três mulheres e 11 meninos que viviam em condições miseráveis. O xerife do condado assim definiu a situação: “As condições de pobreza mais tristes que vi na minha vida”. O caso sofreu uma reviravolta ainda mais dramática e bizarra nesta quarta-feira, 8, quando as acusações foram formalizadas. A polícia diz que o líder do acampamento estava treinando as crianças para dispararem armas de fogo em escolas.

A história começa em dezembro do ano passado. Uma mulher de Atlanta denunciou à polícia que seu marido, Siraj Ibn Wahhaj, de 39 anos, havia levado embora o seu filho de três anos, Abdul-Ghani, e que ela não o voltara mais a ver. O menino sofria enjoos, não podia andar e precisava de atendimento médico constante. A última coisa que seu pai disse foi que pretendia praticar um exorcismo no garoto. Nunca mais os viu.

Foto policial de Siraj Wahhaj
Foto policial de Siraj Wahhaj EFE
 

Com ajuda do FBI (polícia federal), a investigação acabou chegando ao Novo México, onde a polícia do condado de Taos, perto da fronteira com o Colorado, encontrou o acampamento na sexta-feira passada. Ali estavam Wahhaj, outro homem adulto e três mulheres, supostamente as mães das 11 crianças que lá viviam. Wahhaj estava fortemente armado, com quatro pistolas carregadas e um rifle de assalto AR-15 com 30 carregadores. Também havia construído uma espécie de estande de tiro rudimentar. Os adultos foram detidos sem oporem resistência.

Em um primeiro momento não havia rastro do menino de três anos desaparecido. Na terça-feira, o gabinete do xerife local anunciou que havia encontrado nos arredores os restos mortais de uma criança. A identificação não é oficial até que a autopsia forense seja concluída, mas as autoridades dizem que o cadáver tem uma idade compatível com a do pequeno Abdul-Ghani. “Nós o encontramos no dia do quarto aniversário de Abdul”, disse o xerife de Taos, Jerry Hogrefe.

Os menores encontrados no acampamento têm idades entre 1 e 15 anos. Segundo Hogrefe, “pareciam refugiados do Terceiro Mundo”. Não tinham sapatos e se vestiam com farrapos. Mal havia comida no lugar quando os agentes chegaram, exceto por algumas batatas e um pacote de arroz.

As três mulheres detidas, que a polícia afirma serem mães das 11 crianças resgatadas
As três mulheres detidas, que a polícia afirma serem mães das 11 crianças resgatadas AP
 

As três mulheres presentes têm entre 35 e 38 anos e também permanecem detidas. Todos os suspeitos deveriam comparecer pela primeira vez perante um juiz nesta quarta. Eles estão presos preventivamente sem direito a fiança.

Por enquanto, conhecem-se apenas fragmentos da vida de Wahhaj, a quem a polícia acusa de ser o líder do estranho grupo. Segundo a agência Associated Press, ele moveu uma ação em 2006 alegando ter sofrido intimidações das autoridades alfandegárias do aeroporto JFK, em Nova York, ao viajar para Marrocos. Disse que havia sido perseguido por ser “filho do famoso imã Siraj Wahhaj”, um polêmico líder religioso que prega em uma mesquita do Brooklyn. Na segunda-feira, o imã Wahhaj publicou uma mensagem no Facebook pedindo ajuda para localizar seu neto, Abdul-Ghani. Wahhaj foi apontado em diversas ocasiões como um radical islâmico.


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